Perfil dos personagensPríncipe: um garoto inocente, ingênuo, que sabe contemplar a beleza das pequenas coisas. Um garotinho que com simples gestos, simples coisas o fazem feliz.
Piloto: uma pessoa frustrada desde a infância, uma pessoa solitária e se sentindo mal compreendida pelo mundo e pelas pessoas que o cercam.
Todos nós seres humanos temos um pouco do príncipe e um pouco do piloto. Quando criança, eu era o “príncipe”, me sentia plenamente feliz ao tomar banho de chuva, ao subir em arvores pra colher frutos, ao correr atrás de borboletas, ao brincar com uma joaninha, ao admirar um passarinho na arvore. Quem nunca se sentiu feliz fazendo essas coisas um dia? Lembro-me como se fosse ontem, a turminha reunida na rua correndo de um lado pro outro sentindo as gotas da chuva encharcar nossos corpos aos poucos, lembro-me com saudade de quando íamos pra fazendo tomar banho de riacho, relembrar desses momentos de minha infância me faz perceber o quanto eu era feliz com pequenas coisas. Mais como chega uma hora que temos que crescer e envelhecer, acabamos virando um pouco “piloto”, frustrados, nem sempre são grandes frustrações, mais um NÃO que você fala a uma criança pode mudar muita coisa, na hora nem tanto, mais com o passar do tempo você pode perceber que destruiu sonhos e pode ter ofuscado um talento. Ao envelhecer também ficamos solitários e de alguma forma sempre nos sentimos mal compreendidos. Não gosto de lembrar quando cheguei ao ápice da solidão, hoje eu a sinto diariamente, pois perdi uma peça fundamental da minha vida, meu pai. Depois deste fato, me falta algo, tem um vazio que não consigo e nem dá pra preencher. E é nessas horas que me sinto mal compreendida, as pessoas acham que temos que superar todos os fatos da vida, ta certo que superei isso, mais o vazio não dá pra apaga, não dá pra apaga a existência do meu pai na minha vida, não dá pra deixar a saudade de lado. Amigos, namorados, colegas, companheiros, são pessoas que até podemos substitui um dia, mais pai não. Mais o bom é que, sendo príncipe ou piloto, sempre aprendemos alguma coisa com eles, coisas que levaremos pro resto da vida.
(Trabalho de Cultura Teológica)
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